Em alta na seleção feminina, Rafaelle vê derrota injusta para EUA

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“Acho que jogar contra os EUA sempre causa um pouco de nervosismo. Sabíamos que elas fariam essa pressão no começo e até nos adaptarmos a isso, que é uma realidade que não tivemos nos últimos jogos. Demora um pouco para o time encaixar. O [primeiro] gol saiu no começo, mas conseguimos nos recuperar e nos encontrar no jogo. Criamos algumas chances e poderíamos ter empatado ou até virado”, comentou Rafaelle em entrevista coletiva por videoconferência nesta segunda-feira (22).

“O que tínhamos proposto, desde o começo, conseguimos fazer. O [segundo] gol saiu em um lance que elas tiveram, infelicidade nossa ali atrás, mas estávamos bem preparadas. Acho que o resultado não foi justo. Poderia ser um empate, sairíamos mais felizes de campo”, completou a defensora, de 29 anos e que atua pelo Changchun Dazhong (China).

Contra os EUA, a técnica Pia Sundhage promoveu cinco mudanças na escalação que derrotou a Argentina por 4 a 1 na última quinta-feira (18), na estreia pelo She Believes. A principal troca foi na lateral direita, com a saída de Camilinha (meia) e a entrada de Kathellen (zagueira). Como apenas 18 jogadoras poderão ser convocadas para a Olimpíada, a sueca vem aproveitando os duelos para testar a polivalência do elenco.

“A Pia tem experimentado bastante as laterais. Acho que a diferença de colocar uma zagueira na lateral, como treinamos algumas vezes com a Bruna [Benites, zagueira] também pela direita, é que, quando atacamos pela esquerda, ficamos com três zagueiras. Então, a gente balança o time rápido e tem uma boa opção na defesa para impedirmos os contra-ataques. Fortalece a linha de trás e libera a ala esquerda para atacar mais”, explicou Rafaelle.

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A defensora, aliás, está em alta com a treinadora, que a elogiou nas duas últimas entrevistas que concedeu e já disse vê-la como a titular da zaga brasileira ao lado de Erika, que não foi chamada para o She Believes por causa de uma lesão. No mais recente contato com os jornalistas, após a derrota para as norte-americanas, Pia avaliou que Rafaelle foi a melhor jogadora em campo.

“Sempre fui uma atleta de muita força e velocidade. São características do time que a Pia quer. Penso que [o momento] é fruto do trabalho que ela mesma tem feito conosco na seleção brasileira, dando ênfase à parte defensiva. Sempre fomos bem no ataque e agora ela está trazendo a postura da cultura europeia para nos ajudar na defesa. Tenho escutado bastante, tentado seguir o plano de jogo e tem dado muito certo”, finalizou a zagueira.

O Brasil se despede do She Believes nesta quarta-feira (24), às 18h (horário de Brasília), novamente no Exploria Stadium, em Orlando, contra o Canadá.